A Xiaomi apresentou na China a Smart Band 11, nova geração da pulseira que há anos é a mais vendida da categoria. Sem mexer no formato retangular alongado que virou marca da linha, a empresa concentrou as mudanças em três frentes: uma tela AMOLED 33% mais brilhante, um corpo mais fino e leve, e uma gestão de energia que eleva a autonomia declarada para até 21 dias.
Mais fina, mais leve, mais cara de relógio
São 9,99 mm de espessura na Smart Band 11, com 15,58 g no corpo de liga metálica, sem a pulseira. O corpo curvo abriga os sensores ópticos na parte de trás de forma a encostar melhor no pulso, detalhe que tende a melhorar a leitura de batimentos durante exercício. O ganho de brilho na tela é o que mais interessa a quem usa a pulseira ao ar livre, uma das reclamações recorrentes em gerações anteriores.
A resistência a água continua em 5 ATM, o suficiente para natação em piscina e mergulho até 50 metros, ainda que sem funções específicas de mergulho.
Cerâmica roxa e pulseiras de seda
A novidade de acabamento é uma edição em cerâmica na cor roxa, ao lado das versões em metal nas cores rosa e verde. Nas pulseiras, a Xiaomi passou a oferecer tecido trançado com toque de seda e couro trançado, além das opções tradicionais. É um movimento parecido com o que a marca fez na Smart Band 10, que ganhou versão em cerâmica e apostou em parecer joia em vez de gadget de academia.

Atualização: tela, sensores e software confirmados
Com o material completo da Xiaomi já disponível, dá para fechar a ficha. A tela é AMOLED de 1,72 polegada com resolução de 212 × 520 pixels e bordas de 2 mm — é dela que sai o brilho de 2.000 nits, os tais 33% a mais que a Smart Band 10.
Do lado da saúde, os sensores de frequência cardíaca e de oxigenação do sangue foram atualizados para leitura contínua mais estável, e a interpretação dos dados de sono passou a usar inteligência artificial. O nível de estresse passou a ser calculado de forma contínua ao longo do dia, a variabilidade cardíaca é registrada enquanto a pessoa dorme e há um conjunto de funções voltadas à saúde feminina. Para treino, são mais de 150 modalidades rastreadas, algumas com detecção automática de início.
O sistema é o HyperOS 4, compatível com Android e iOS, e a Xiaomi diz ter melhorado a sincronização com aparelhos da Apple para notificações, controle de mídia e alertas de chamada. A versão chinesa mantém o NFC para pagamento por aproximação e cartões de acesso, recurso que historicamente não vem nas unidades globais.

Preço, Brasil e o que ainda não se sabe
A pré-venda começou na China com a versão padrão a partir de 289 yuans, algo perto de R$ 220 pela cotação do dia, sem impostos nem frete. As edições em metal e em cerâmica saem por 399 yuans cada, cerca de R$ 304. Não há informação sobre preço, data ou sequer confirmação do modelo global. Historicamente a linha chega ao Brasil alguns meses depois, primeiro por importadores e depois em canais oficiais. A Smart Band 10, lançada em 2025, hoje é vendida por aqui com tela AMOLED de 1,72 polegada e os mesmos 21 dias de bateria declarados, o que sugere que a diferença real entre as duas gerações vai estar mais no brilho e no acabamento do que na autonomia.
Para quem já tem a Smart Band 10, a 11 não parece obrigatória. Para quem vem de uma Band 8 ou mais antiga, o salto em brilho e espessura tende a compensar, desde que o preço internacional se mantenha na faixa das anteriores.
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