A Motorola aproveitou a IFA 2026 para lançar o relógio mais ambicioso que já fez: o Moto Watch Ultra abandona o sistema proprietário das linhas anteriores e adota o Wear OS do Google, colocando a marca de frente com Pixel Watch e Galaxy Watch em vez de disputar a faixa de entrada com pulseiras baratas.
O corpo é de aço inoxidável com 46 mm de diâmetro e aceita pulseiras padrão de 22 mm — detalhe prático que evita amarrar o dono ao catálogo da fabricante. A tela é um OLED de 1,5 polegada com pico de brilho de 2.700 nits protegido por Gorilla Glass 3, número que promete leitura tranquila sob sol forte, e há certificação IP68 contra poeira e água. As pulseiras originais alternam silicone e couro, com cores desenvolvidas em parceria com a Pantone.

O diferencial de saúde vem de fora: a Motorola licenciou os algoritmos da Polar, marca finlandesa tradicional em monitores cardíacos. Na prática, o relógio classifica as fases do sono, mede a recuperação do sistema nervoso durante a noite e conduz programas guiados de respiração, além de analisar queima calórica, alertar sobre sedentarismo e dividir treinos em zonas de intensidade. É o mesmo caminho que outras marcas seguiram ao perceber que hardware de sensor é commodity — o que separa um relógio bom de um medíocre é a interpretação do dado.

Por dentro roda um Snapdragon W5 Plus Gen 1, com autonomia anunciada de até dois dias e recarga rápida que devolve um terço da bateria em dez minutos. O software traz ainda a Qira, assistente inteligente desenvolvida por Motorola e Lenovo, com suporte a serviços de e-mail e agendas corporativas.
O lançamento europeu sai por €479, cerca de R$ 2.950 em conversão direta.
Atualização: preço no Brasil
A Motorola começou a vender o Moto Watch Ultra no Brasil em 1º de outubro, só na cor preta, por R$ 4.999. É quase R$ 2.000 acima da conversão direta do preço europeu e coloca o relógio na mesma faixa dos modelos topo de linha de Samsung e Google por aqui.
A versão nacional confirma dois itens que pesam na comparação: 4G por eSIM, para atender ligações e responder mensagens com o celular longe, e NFC com Google Wallet. A Motorola também detalhou a autonomia: cerca de 50 horas com a tela sempre ligada desativada e 45 horas com ela ativa, e 15 minutos na tomada rendem perto de um dia de uso. A resistência vai além do IP68, com 5 ATM para natação, e o GPS é de dupla frequência.
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