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McDonald's testa IA Archy nos drive-thrus para lembrar o pedido de sempre dos clientes

Web Story

Totem de autoatendimento do McDonald's com a IA Archy

O McDonald’s está acelerando um dos experimentos mais comentados — e polêmicos — do setor de fast-food: a automação completa do atendimento. A rede apresentou em sua convenção mundial a evolução do Archy (tecnicamente chamado de ArchIQ), uma inteligência artificial conversacional que assume o papel do atendente nos drive-thrus e totens de autoatendimento. A promessa é ousada: que o sistema reconheça o cliente, lembre o “pedido de sempre” e feche a compra sozinho, sem que ninguém precise digitar ou repetir nada no balcão.

Na prática, o Archy funciona como um chatbot de voz integrado às máquinas. Quando o cliente já possui um código pessoal cadastrado, a IA identifica o histórico, sugere os itens habituais e ainda oferece acompanhamentos e molhos de forma automática. Segundo relatos apresentados pela empresa, cerca de 90% dos pedidos nos testes foram concluídos apenas pela IA, sem necessidade de um funcionário assumir a conversa. Por enquanto, o atendimento acontece em inglês e espanhol, em regiões selecionadas dos Estados Unidos.

Vale lembrar que essa não é a primeira investida do McDonald’s na ideia. Lá em 2024, a empresa já havia anunciado um sistema de pedidos por voz que acabou virando piada na internet: em uma das demonstrações mais famosas, os três pedidos solicitados saíram todos errados, com a IA adicionando itens fantasmas à conta. A nova geração do Archy chega justamente para tentar enterrar aquela má impressão e provar que a tecnologia amadureceu o suficiente para o uso em larga escala.

O movimento, porém, reacende um debate que vai muito além do hambúrguer. Um editor-chefe de uma publicação especializada em restaurantes chegou a afirmar que é possível imaginar “um futuro daqui a cinco ou dez anos em que nenhum pedido no McDonald’s seja realmente feito por um ser humano”. Nas redes sociais, a reação foi dividida: parte do público elogia a agilidade, mas muita gente critica o risco de desemprego em massa em um dos maiores empregadores de jovens do mundo. Para o consumidor brasileiro, que ainda não tem data para receber a novidade, fica o retrato de como a IA está deixando de ser promessa de bastidor para ocupar o balcão — literalmente.



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