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Pix por aproximação perde limite de R$ 500 por dia a partir de outubro

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Pix por aproximação perde limite de R$ 500 por dia a partir de outubro

O Pix por aproximação vai ficar bem mais útil. O Banco Central anunciou o fim do limite de R$ 500 por dia que hoje restringe os pagamentos feitos por aproximação do celular na maquininha. A mudança passa a valer em 1º de outubro de 2026 e, na prática, devolve ao usuário o controle sobre quanto ele pode gastar nessa modalidade — exatamente como já funciona no Pix tradicional.

Lançado em 2025, o Pix por aproximação permite pagar encostando o smartphone no terminal, sem precisar abrir o aplicativo do banco ou escanear um QR Code. É a tradução do Pix para a lógica do pagamento por NFC, a mesma tecnologia usada por carteiras digitais como Google Wallet e Samsung Wallet. O teto de R$ 500 foi uma trava de segurança imposta no início, para limitar prejuízos em caso de roubo ou fraude enquanto a tecnologia engatinhava.

O que muda na prática

Com a nova regra, o limite deixa de ser um número fixo determinado pelo Banco Central e passa a ser configurável pelo próprio cliente, dentro do aplicativo da instituição financeira. Quem quiser usar o recurso para compras de maior valor poderá elevar o teto; quem prefere manter um valor baixo por segurança também terá essa opção. A flexibilidade é a mesma que já existe nos limites de transferência do Pix comum, hoje ajustáveis a qualquer momento pelo usuário.

O movimento acompanha o amadurecimento da função, que ganhou tração rápida entre os brasileiros desde a estreia. Ao remover a barreira dos R$ 500, o Banco Central aposta que o pagamento por aproximação possa enfim substituir o cartão por aproximação em mais situações do dia a dia — de uma ida ao supermercado a uma compra mais cara numa loja física.

Atualização: a regra já vale

A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira, 1º de outubro, pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho. O teto não some sozinho: quem quiser pagar mais de R$ 500 encostando o celular precisa ir à área de Pix do app do banco e definir o novo valor, que passa a seguir as mesmas regras dos limites do Pix por chave e por QR Code. A mesma norma também libera o teto de R$ 500 da Jornada Sem Redirecionamento do Open Finance, usada em compras online que debitam direto da conta.

A tela de ajuste pode demorar a aparecer: no primeiro dia, testes divulgados na imprensa nos apps da Caixa, do Nubank e do Itaú só encontraram a configuração geral de limites, sem a opção específica para aproximação.

O uso ainda é pequeno perto do Pix comum: foram cerca de 2 milhões de pagamentos por aproximação em agosto, contra mais de 8 bilhões de transferências tradicionais. Rafael Garcia, especialista em prevenção a fraudes da FICO, lembra que mudança de regra costuma vir acompanhada de golpe: ninguém do banco liga ou manda link para “ajustar” o limite, e qualquer alteração deve ser feita dentro do próprio aplicativo.

O detalhe do iPhone

Há, porém, uma assimetria importante. O Pix por aproximação segue restrito ao Android, porque a Apple não permite que aplicativos de terceiros atuem como iniciadores de transação de pagamento usando o NFC do iPhone. Esse controle é justamente o alvo de uma investigação do Cade contra a empresa no Brasil. A boa notícia é que a Apple já sinalizou disposição de fechar um acordo para liberar a funcionalidade no iPhone sem cobrar taxas — o que, se confirmado, colocaria os dois sistemas em pé de igualdade. Até lá, a novidade do limite maior beneficia primeiro quem usa Android.



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